O Poder dos Rituais: Esquecer, Degustar, Superar

 

Fonte: Portal WikiHow

Rituais aumentam o prazer do consumo, devido ao maior envolvimento que suscita na experiência, fazendo-o mais prazeroso do que de outras formas. Quais são seus rituais diários? Você já criou um ritual que o ajudasse a lidar com uma perda pessoal ou profissional? Estas são perguntas que os pesquisadores Gino e Norton, da Universidade de Harvard estão estudando sob diversas perspectivas (GINO, F., NORTON, M., VOHS, J. e WANG, Y. “Rituals Enhance Consumption”). Nos últimos meses, eles desenvolveram um conjunto de pesquisas com o intuito de estudar o poder dos rituais em diversas situações do cotidiano, bem como tal poder em mudar pensamentos, sentimentos e comportamentos esperados.

 

Em primeiro lugar, estudaram situações em que as pessoas envolvidas tivessem sofrido alguma perda pessoal significativa, como a ruptura de uma relação amorosa ou uma perda por morte. Em todos os casos, foi observado que as pessoas que criaram ou seguiram qualquer tipo de ritual para facilitar o processamento da perda se mostraram mais em controle da situação do que aquelas que não recorreram a um artifício parecido. O lidar com a perda – através da execução de um ritual – poderia ser tanto um rito religioso quanto uma sequência desenvolvida pessoalmente: promover rezas, aspergir essências, ou mesmo rasgar roupas e fotos que lembrassem o objeto (ou sujeito) ausente.

Em todos os casos, o recurso ao ritual significou um ganho em qualidade de vida. Mais importante, descobriu-se que os rituais realmente aliviam e reduzem a dor, mesmo entre pessoas que não inerentemente acreditam na sua eficácia. Norton e Gino ficaram surpresos ao descobrir que a maioria dos rituais narrados não era nem religiosos, nem comuns. Em vez disso, eles eram pessoais, privados e, ocasionalmente, irados, mas de uma forma controlada.

E assim foi que os pesquisadores relacionaram estes resultados iniciais com o fato que rituais sempre desempenharam um papel particularmente importante em antigas e modernas ocasiões de consumo; e que não são raras as histórias que circundam inúmeros rituais que cercam o abate de caças, a preparação e consumo de alimentos e bebidas. Estenderam então a pesquisa para a área de marketing, testando se haveria evidências mostrando que o comportamento ritualístico também pode melhorar a experiência de consumo de alimentos. A ideia era testar os efeitos de desde ritos culturais (a cerimônia do chá japonesa) até os intrinsecamente pessoais (comer o recheio do Oreo antes de roer os biscoitos, como bem explorou a Nabisco em seus comerciais) para ver se estes teriam o poder de modificar a ação do consumo. Ora, se há uma horda de rituais que se relacionam com o luto e a dor em todo o mundo, e estes mostraram um efeito positivo sobre quem os adota, também não haveria rituais relacionados a ocasiões “felizes” que poderiam, por exemplo, tornar melhor o gosto de um alimento?

Gino e Norton chegaram à conclusão que certos rituais de fato têm o poder de tornar os alimentos “mais saborosos e mais valiosos”. Eles aumentam o prazer do consumo devido ao maior envolvimento que suscitam à degustação, tornando-o (o consumo) mais prazeroso do que em situações corriqueiras. “Com o pesar, o ritual leva a uma sensação de controle”, diz Norton; “já com o consumo, rituais parecem funcionar porque eles aumentam seu envolvimento com a experiência.”

Novas etapas da pesquisa vão se ocupar de entender se os rituais podem afetar (positivamente) a produtividade e a moral no local de trabalho; Norton acredita que suas descobertas sobre rituais para curar perdas podem se aplicar à concorrência empresarial: “Quando as equipes perdem uma grande venda, talvez um ritual possa ajudá-las a superar a derrota”, diz ele. Os resultados futuros são aguardados com ansiedade pelos pesquisadores. Afinal, de forma mais ampla (mas não menos importante), eles estão também tentando descobrir os fatores específicos que separam um comportamento ritualístico de um obsessivo: pois pode ser liberador rasgar fotos e roupas como ritual próprio para dispersar as dores de um amor mal resolvido, mas…

Fonte: Portal Época Negócios / Coluna Dialógica. Por é economista, mestre em negócios internacionais pela Universidade de Sophia, em Tóquio. Trabalha no mercado financeiro há quase 20 anos, tendo transitado por bancos de investimento no Brasil e na Ásia (Japão e China), onde viveu por dez anos. É professora associada da Fundação Dom Cabral.

A Jiva é especialista em soluções de gestão empresarial para pequenas empresas. Nossas soluções atuam desde a realização de um diagnóstico sem custo para mensurar o nível de maturidade da gestão das empresas, o compartilhamento das melhores práticas em processos, a implantação do sistema integrado de gestão empresarial – ERP, até o acompanhamento evolutivo dessa gestão, garantindo que os benefícios sejam usufruídos e se consolidem na cultura dos clientes.

Gire seu smartphone para visualizar o site